Música

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Funny People (Gente engraçada)

 
 Ah! Adam Sandler... Ele realmente é ótimo. É um daqueles atores que não consegue fazer outro gênero de filme diferente de comédia, porque seja drama ou suspense sempre deixa uma piada pronta no ar. Um ator brasileiro que é parecido com ele nesse sentido é o Selton Mello, já tratado aqui. Esses atores não se desligam do gênero do riso porque foi nesse quesito que se consagraram. Nessa comédia, diria que o eterno Paizão interpreta ele mesmo, um comediante de Stand up consagrado nos EUA. Porém, sua vida não é tão engraçada assim. Aliás, ela é marcada pela solidão e por uma coleção inteira de amigos ora descartáveis, ora inteiresseiros. O filme leva a mensagem que o dinheiro não traz a felicidade (discordo em partes, porque o dinheiro ajuda muiiiitooo a encontrar a dita cuja felicidade, rs!). A vida dele começa a mudar quando contrata um jovem talento da comédia para ser seu assistente e redator de suas piadas. Aliado a isso, as mudanças se aprofundam quando descobre que está com problemas de saúde, uma doença rara, similar a leucemia. George (Adam Sandler) começa a se apresentar com mais frequência nos clubes de Stand up, abandonando um pouco as telonas. Bom, devo dizer que o humor estado-unidense é bem diferente do brasileiro e, por isso, muitas piadas contadas não se tem muita graça. O humor é tirado da própria realidade deles, ou seja, do dinheiro, da tecnologia, sexo e também das genitálias deles próprios. Apesar dos pesares, recomendo essa comédia lançada em 2009. Afinal Adam Sandler é sempre o Adam Sandler!

Fiquei muito tempo sem aparecer por aqui, mas prometo retomar o blog com filmes novos!
Bom, o MEGAUPLOAD não tem dominado tanto assim a rede de download de filmes. Hoje, na verdade já existem várias outras opções para baixar filmes gratuitos na internet. Hoje trago esse filme pelo UPLOADING. O sistema é o mesmo: clique no título do post, aguarda o redirecionamento para o site. Clique em download grátis. Aguarde o término da contagem regressiva na parte superior da sua tela. Terminado, você será redirecionado para a página de download. Aí é só clicar no lugar indicado com o nome do arquivo e aguardar o tempo de download do mesmo.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Precious (Preciosa - Uma história de esperança)

 
Depois de uma semana de ausência, trago aqui um enredo comovente. Ou melhor, uma história emocionante, chocante, real. Serve para aqueles que reclamam da vida sem ter, de fato, do que reclamar [como eu]. Preciosa, de 2009, traz a vida de Clareece "Precious" Jones, uma jovem sonhadora que mora no Harlem, EUA. Sua vida não é nada fácil. Precious é uma jovem negra e obesa, características essas que, por preconceitos alheios, tornam difícil seu convívio social. Além disso, ela é constantemente violentada sexualmente pelo pai e, menosprezada moralmente pela mãe. Como resultado, Precious teve uma menininha com síndrome de down que está sob os cuidados da avó. Porém, Precious engravida novamente, o que, por sua vez, complica sua situação na escola em que estuda. A minha melhor parte do filme está na associação que o diretor faz com os flashes de violência sexual  e moral com os sonhos da garota em ser uma famosa atriz de cinema. O contraste das realidades é gritante, o que nos faz criar ainda mais empatia pela personagem. Bom, não darei maiores detalhes, pois acho que a quantidade de tragédias presentes na vida da garota já é suficiente pra chamar atenção e interesse de qualquer um para assistir a esse filme. Para além desses aspectos "roteirísticos" está também a bela atuação da jovem Gabourney Sidibe, que interpreta Precious. Apesar de seus 26 anos, a garota convence muito bem em Precious, de 15 anos. Além disso, é de se admirar a forma brilhante em que interpretou o papel se levarmos em consideração que essa obra foi a estréia de Gabourney no mundo da dramaturgia. Não só ela, mas os outros papéis também foram muito bem feitos e interpretados. O filme é baseado no livro Push, de Saphiffe, publicado em 1996.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Breakfast at Tiffanys (Bonequinha de luxo)


Depois de me servir como "sonífero" por várias noites de extremo cansaço e de estafa mental, enfim, posto, aqui esse belíssimo clássico do cinema. Curiosamente, a tradução literal do nome seria Café da manhã na Tiffanys, menção referente, é claro, a primeira cena do filme, em que mostra a doce, elegante e bela Holly Golightly (Andrey Hepburn) voltando de uma de suas festas noturnas e se dirigindo para tomar seu clássico café preto e biscoitos e apreciar as vitrines da joalheria Tiffanys. A vida de Holly começa a ganhar um outro sabor quando ela conhece Paul "Fred" Varjak (George Peppard), um jovem escritor, gigolô, que se muda para o prédio de Holly. Andrey Hepburn faz um papel brilhante e consegue corresponder muito bem ao anseio pretendido pelo roteiro escrito por Truman Capote (mesmo que algumas características "verdadeiras" da personagem tenham sido "amaciadas", como é o caso da omissão da bissexualidade de Holly). O charme e delicadeza que entrega a sua personagem nesse romance moderno e urbano parece distrair o telespectador dos seus mistérios e segredos. Na verdade, Holly só quer vencer na vida e, por isso, tem a idéia fixa de se casar com um milionário. Logicamente, Holly é uma garota de programa, mas sua inocência é tão grande que nos faz esquecer da profissão que exerce. O charme de Andrey aliado à voz de Frank Sinatra é um encanto a mais no filme. Bonequinha de Luxo, de 1961, tem uma belezas plástica que impressiona. Destaque também para algumas cenas com belas fotografias, como aquela final em que os dois se beijam na chuva. Imperdível, assistam!

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Players for Bobby (Oração para Bobby)


"A religião convenceu mesmo as pessoas de que existe um homem invisível, que mora no céu, que observa tudo o que você faz, a cada minuto de cada dia. E o homem invisível tem uma lista especial com dez coisas que ele não quer que você faça. E, se você fizer alguma dessas dez coisas, ele tem um lugar especial, cheio de fogo e fumaça, e de tortura e angústia, para onde vai mandá-lo, para que você sofra e queime e sufoque e grite e chore para todo o sempre, até o fim dos tempos... Mas Ele ama você!"
George Carlin

A frase acima foi "pregada" pelo comediante e ateu George Carlin. De fato, concordo com George, esse Deus, pra mim, não existe. Essa passagem é importante pra pensarmos um pouco sobre o filme que trago hoje. Oração para Bobby, de 2009, se passa na década de 70 e traz a história verídica de um jovem de 20 anos, homossexual, que se suicida. O enredo é brilhante quando busca revelar os conflitos existenciais de Bobby quando ele está a descobrir e a experimentar sua sexualidade. Como se não bastasse, Bobby tem que lidar também com os ensinamentos religiosos conservadores de sua mãe. Mary Griffity, ao saber da sexualidade do filho inicia uma saga para tentar curá-lo desse "pecado" e trazê-lo de volta para o caminho da luz, da redenção. Essa busca pela cura incluiu sessões no psiquiatra, orações e mais orações para Bobby encontrar seu caminho "verdadeiro", bilhetes pregados pela casa com passagens biblícas, entre outras heresias. Desesperado pela aprovação da mãe, no início, Bobby aceita tudo que lhe é recomendado, a fim de evitar o sofrimento de sua família. Porém, Bobby começa a perceber que ele nunca conseguirá ser ou que não é e, assim, decidi viver sua vida, esperando que sua mãe aceite o fato com o tempo. Logicamente isso não acontece, pelo contrário, as coisas só pioram. A desaprovação da mãe, o terrorismo psicológico-religioso que atordoa o garoto, leva-o a cometer suicídio. Daí em diante o foco sai do jovem e se centra no personagem da mãe, interpretado pela maravilhosa Sigourney Weaver. Até então, o ódio é o sentimento que se nutre por aquela mulher que está cega pela religião e por um Deus que acredita, aquele que pune, castiga e manda as pessoas para o inferno. Ainda na sua cegueira, a mãe busca descobrir se o filho, mesmo gay, teria alcançado o céu ou então teria sido punido nas chamas do andar debaixo. Aos poucos ela começa a questionar sua fé e a partir daí já é possível sentir certa compaixão por ela. O debate entre ela e o reverendo com citações bíblicas que condenam a homossexualidade e a  possibilidade de outros tipos de interpretações é brilhante. A exposição de que a Bíblia é um livro escrito por mortais e interpretado pelos mesmos é interessante, uma vez que muitos a vê como um livro sagrado escrito pelo próprio Deus. Por ser baseado em fatos reais, o filme ganha mais emoção e um caráter dramático. Produção excelente!

George Carlin está certo quando ironiza a crença em um Deus que age como um feitor, pronto a nos dar chibatadas por nossos pecados. Porém, ainda acredito que um outro Deus existe. Não sei aonde ele mora, tampouco se ele me observa frequentemente. Mas isso é muito pessoal e polêmico e mesmo se eu tentasse descrever o que penso e sinto, talvez não seria suficiente. Portanto, essa é uma história que não cabe a mim contar aqui... A vocês, desejo-lhes apenas um ótimo filme. A qualidade não está lá essas coisas, mas acredito que, mesmo assim, vale muito a pena arriscar. Se desejarem, deixem suas impressões e comentários sobre a obra logo abaixo. Bom filme a todos!

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domingo, 2 de maio de 2010

Ridding in cars with boys (Os garotos da minha vida)


Discussões e humor: essa é a dose que está presente em todo seio familiar. Garotos da minha vida, de 2001, busca retratar justamente isso - os conflitos, enlaces, desenlaces, conciliações na família de Bev, interpretada pela belíssima Drew Barrimore. Bev é uma garota típica do interior dos EUA dos anos 60. Quando criança, a menininha possuía o sonho de ir pra um faculdade e ser escritora. Entretanto, nada sai como o esperado. Bev engravida aos 15 anos e tentando diminuir a decepção e vergonha de seu pai, decide-se se casar com o pai da criança. Mesmo levando uma vida diferente do que imaginava, Bev não desiste do seu sonho. Porém, mais uma vez, as coisas não sai como esperado, ora pelos "lapsos" de seu marido, ora porque tem que tomar conta de Jason, seu filho. O desenrolar dessa história é muito interessante, uma vez que a diretora Penny Marshall encontrou a dose certa na mistura entre drama e comédia. Drew é o destaque dessa linha tênue entre os dois gêneros que o filme abarca. Interpreta com maestria o olhar doce e irônico de uma criança/ adolescente aos 15 anos e, mais tarde, já com 35 anos, uma mulher adulta, mais madura, com toda a elegância que pudesse dispor. Interessante pensar que essa história aconteceu de fato, já que é baseado na vida real da escritora Beverly D'Onofrio. Por fim, o filme pode emocionar, sobretudo, na bela cena em que o pai de Jason se despede do menino e o garotinho corre ao banheiro em busca da escova de dente e sai gritando na rua dizendo que quer ir embora com ele. Muito bom!

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fight Club (Clube da Luta)

Parece que ultimamente só ando postando filmes trash. Começou com Pi, Hannibal e agora Clube da Luta. Clube da Luta (de 1999, baseado no livro de Chuck Palahniuk) é sim um longa de ação, mas ultrapassa essa barreira e mexe com várias feridas importantes da sociedade moderna. Jack (Edward Norton) está entediado com sua vida vazia, sem sentido e atordoado com a insônia que lhe vem a noite. A idéia, para Jack, que cada vez mais está ficando parecido com seu pai o apavora verdadeiramente. Bom, pelo menos até ele conhecer Tyler (Brad Pitt) um maluco anti-capitalista que acredita que a adrenalina seja melhor do que uma sessão terapêutica. Assim, os dois criam o Clube da Luta, local onde homens buscam extravasar toda sua fúria em função da vida rotineira que levam. Mas as coisas começam a sair do controle, voltando-se mais para a organização de uma prática terrorista contra tudo que envolva o capitalismo e o consumismo, do que simplesmente um clube de violência gratuita. Por alguns críticos, o filme foi retratado como fascista. Não creio que esse seja o caso e o roteiro, nesse sentido, é brilhante, pois se utiliza, diversas vezes, de efeitos metafóricos para criticar essa geração Coca-Cola. O roteiro também é brilhante quando conduz a narrativa com maestria e proporciona um fim surpreendente a ela, aliado, é claro, a ótima direção de David Fincher. Sugiro que assistam esse filme com olhos treinados: esqueçam da violência que tanto aparece ali, mas atentem-se para a sagacidade das críticas referente às questões que a película apresenta. Assim, não tenho dúvida, o resultado será outro e muito satisfatório.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Hannibal - A origem do mal

A magia do cinema realmente é impressionante. Um dos maiores vilões cinematográficos tem a capacidade de provocar empatia a milhares de telespectadores. Hannibal Lecter sem dúvida é um deles: psicopata, cruel, canibal, porém sedutor, terno, culto e atencioso. Teoricamente, essa seria a quarta produção sobre o personagem, mas muitos não a consideram como parte da trilogia composta por Dragão Vermelho (1986 - na refilmagem realizada em 2002, o eterno vilão foi consagrado pela belíssima interpretação de Anthony Hopkins), Silêncio dos Inocentes (1991) e Hannibal (2001). Todas essas produções se basearam na obra literária de Thomas Harris, roteirista desse "quarto" filme. Em Hannibal, a origem do mal (2007) o intuito é revelar o começo de tudo, a infância e a juventude do menino Hannibal que teve seus pais e sua irmã violentamente assassinados. Nessa belíssima produção vários são os destaques, como o clima épico dado ao suspense, a escolha e beleza dos figurinos, a fotografia do filme e a excelente atuação da charmosa Gong Li (Memórias de uma gueixa). Porém, faltou experiência a Gaspar Ulliel, o Hannibal desse filme, já que em algumas cenas ele deixou a desejar, exectuando-se algumas cenas que se faz possível perceber certa evolução dele dentro do personagem. Quanto ao roteiro, faltou uma construção mais densa e elaborada dos personagens, sobretudo a dos vilões, deixando-os superficiais e rasos demais. Parece que a preocupação permaneceu tanto no jovem Lecter que os outros personagens foram deixados a deriva. Por fim, quando se mostra os acontecimento que antecederam a morte da família de Hannibal, apontando algumas nuances sobre a 2º Guerra Mundial, o filme pecou na ânsia de apontar os russos como vilões da guerra e como "responsáveis" pela configuração da mente insana e psicopata do menino Lecter. Mas como se trata de uma produção feita em parceria com os EUA, isso não surpreende, afinal, eles não poderiam deixar de dar o pitaco deles...

Mais uma vez, essa foi uma indicação de Mariana Gatti. Demorei, mas até que enfim consegui assistir ao filme. Pra quem tiver sugestões interessantes de outras produções culturais que gostaram, que odiaram, que são polêmicas, enfim, deixe nos comentários. É sempre importante estabelecer essa troca de informações. 

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pouca Vogal (Gessinger+Leindecker)


Vamos de música. E lógico, de qualidade.
Sem dúvida, uma das minhas preferências no universo musical - fora Los Hermanos  - sempre foi Engenheiros do Hawai. Talvez porque suas letras também estivessem recheadas de existencialismo que eu queria tocar/experimentar. Mas também pela excelente musicalidade da banda. Isso não quer dizer que Los Hermanos "percam" deles nesse sentido, mas acho que são qualidades diferentes que fazem dessas bandas minhas preferidas. Se por um lado o Amarante e sua trupe dá um ar mais "cult" e ao mesmo tempo muito irreverente, Humberto Gessinger apresenta-se como um dos melhores poetas e instrumentistas do Brasil. Mas calma. Não é meu interesse me prolongar demais nessas abordagens comparatórias que, na verdade, nunca chegam a lugar nenhum. Essas informações foram apenas notas introdutórias para se tratar do que realmente me interessa hoje, aqui: a belíssima produção da menor banda de rock gaúcha, formada por Humberto Gessinger e Duca Leindecker, o álbum Pouca Vogal. Nele, você poderá notar que a musicalidade faz parte desses dois artistas. A performance instrumentista dos dois realmente é impressionante. Em alguns vídeos que assisti sobre a "dupla", pude perceber  isso: Gessinger, surpreende quando numa mesma música toca baixo, sola gaita e arrisca algumas notas com o pé, num instrumento que parece um teclado. Duca, por sua vez, não fica atrás. Em uma das canções, o músico toca violão e simboliza o som da bateria na própria caixa acústica do instrumento. O mais engraçado e importante de tudo isso é que os dois parecem se divertir muito com toda essa performance. Eles se motram muito à vontade nas apresentações e buscam sempre transmitir a mensagem trazida nas entrelinhas de suas letras ora existencialistas, ora melódicas, ora de protesto. Para aqueles que não trocam Engenheiros por nada, também há algumas regravações deles no álbum. Não sei se sou a melhor pessoa pra falar dessa produção, mas pelo pouco que conheço e o pouco que pude ver já bastou pra me tornar fã dos caras e também para conhecer ainda mais o trabalho do Duca Leindecker no Cidadão Quem que antes quase não conhecia.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

PI (ou 3,1415...)


É esse mesmo o nome do filme. A dica de hoje se baseia em uma ficção científica que revela a busca desnorteada e desesperadora de um gênio matemático pelo padrão numérico de 216 dígitos que rege o universo. Esse filme, lançado em 1998, é mais uma das ótimas direções já realizadas por Daren Aronofsky, diretor também de Requiém para um Sonho, lançado um pouco mais tarde. Pi é muito bem dirigido e produzido. Apesar de ter sido filmado em preto e branco, o filme tem uma das mais belas fotografias que eu já pude apreciar. Inspirado num tom meio expressionista, suas cenas tem uma acentuação nos contrastes, dando um ar de filme antigo, mas ao mesmo tempo, sem cansar ou deixar entediante a sessão fílmica. Digo isso, pois até eu que gosto bastante desse universo cinematográfico, não tenho muita paciência pra assistir produções muito antigas. Esses dias mesmo eu estava tentando me concentrar na produção Bonequinha de luxo e não teve jeito, adormeci nas duas tentativas. E olhem que esse é um clássico pra lá de clássico do cinema. E ainda vou ficar devendo meus comentários críticos sobre esse filme, pois ainda tenho ele somente como sonífero...
Voltando ao Pi, Max Cohen inicia sua saga pela descoberta do padrão numérico deifinitivo que seria responsável pela ordenação do universo, ou seja, pelas mudanças, altas e baixas da bolsa de valores, pelo cálculo do Pi, da Torá, entre outras coisas. Logicamente, outros personagens irão surgir aí pra tirar proveito da sabedoria de Max, como os representantes de Wall Street e alguns fiéis fanáticos do judaísmo, a fim de desmistificar os ensinamentos expressos pela Torá. Interessante é também a associação que se faz entre o SOL de verdade, responsável pelas dores de cabeça intermináveis do protagonista e o Sol personagem do filme e um dos primeiro professores de matemática de Max. Veja bem, é preciso lembrá-los que esse não é filme pra qualquer um. Para aqueles que procuram por um bom roteiro, talvez essa produção não seja uma das mais indicadas, mesmo porque a beleza do filme está na construção das cenas e não nos diálogos e acontecimentos.A trilha sonora do filme é muito bem utilizada, sobretudo quando se busca relacionar o ritmo frenético da música eletrônica ao estado de (in)sanidade mental do personagem e também a sua ânsia pela descoberta que está a fazer. O final, sem dúvida, é muito surpreendente.

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