Música

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pullovers - Tudo que eu sempre sonhei



O pullover junto ao óculos fundo de garrafa são acessórios essenciais no mundo nerd. Partindo dessa idéia, a banda Pullovers buscam misturar o jeito geek com o indie, rock, mpb e até um pouquinho de samba a la Salgueiro. A veia nerd está presente não só no estilo do sexteto, mas também na escolha de temáticas do mundo urbano e ligadas, em grande medida, a cena cotidiana paulista, como por exemplo, Futebol de óculos e a canção que faz referência a Revolução Constitucionalista paulista, 1932 (C. P.) Aqui também se pode perceber a grande influência dos eternos hermanos na composição do estilo da banda, podendo ser identificado não só pela proposta de mistura de sons, mas pelas letras elaboradas e irreverentes e também pelo próprio vocal, esse que, em algumas canções, se tem a impressão que é o próprio Camelo quem está cantando, como acontece em Todas as canções são de amor e Marinês. Além dos Hermanos, também se pode perceber grandes outras influências, desde Chico Buarque até a banda indie pop escocesa Belle and Sebastian. Destaque para o belíssimo trabalho do letrista Luiz Venâncio, o qual busca em suas composições uma maneira simples, direta e delicada de se falar as coisas, como acontece na epopéia narrada em Tudo que eu sempre sonhei. Detalhe: Tudo que eu sempre sonhei é o primeiro album da banda com letras em português, já que em pouco mais de dez anos de carreira, até então, eles se dedicavam a compor músicas em inglês. Hoje, além de Luiz Venâncio, o Pullovers têm também Rodrigo Lorenzetti nos teclados, Bruno Serroni no baixo, Angelo Lorenzetti na viola, Gustavo Beber na bateria e Habacuque Lima, que também faz parte do Ludov, na guitarra. Com arranjos melódicos e bem elaborados, sem dúvida Pullovers está entre uma das melhores bandas do rock alternativo e independente brasileiro. 
 
 01. Tudo que eu sempre sonhei
02. O amor verdadeiro não tem vista para o mar
03. 1932 (C.P.)
04. Marinês
05. Lição de casa
06. Quem me dera houvesse trem
07. Marcelo ou eu traí o rock
08. Futebol de óculos
09. O que dará o salgueiro?
10. Semana
11. Todas as canções são de amor
12. Tchau

Para baixar é só clicar no título do post. 

Lembrando que o arquivo tem extensão. rar e deve ser descompactado.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pouca Vogal (Gessinger+Leindecker)


Vamos de música. E lógico, de qualidade.
Sem dúvida, uma das minhas preferências no universo musical - fora Los Hermanos  - sempre foi Engenheiros do Hawai. Talvez porque suas letras também estivessem recheadas de existencialismo que eu queria tocar/experimentar. Mas também pela excelente musicalidade da banda. Isso não quer dizer que Los Hermanos "percam" deles nesse sentido, mas acho que são qualidades diferentes que fazem dessas bandas minhas preferidas. Se por um lado o Amarante e sua trupe dá um ar mais "cult" e ao mesmo tempo muito irreverente, Humberto Gessinger apresenta-se como um dos melhores poetas e instrumentistas do Brasil. Mas calma. Não é meu interesse me prolongar demais nessas abordagens comparatórias que, na verdade, nunca chegam a lugar nenhum. Essas informações foram apenas notas introdutórias para se tratar do que realmente me interessa hoje, aqui: a belíssima produção da menor banda de rock gaúcha, formada por Humberto Gessinger e Duca Leindecker, o álbum Pouca Vogal. Nele, você poderá notar que a musicalidade faz parte desses dois artistas. A performance instrumentista dos dois realmente é impressionante. Em alguns vídeos que assisti sobre a "dupla", pude perceber  isso: Gessinger, surpreende quando numa mesma música toca baixo, sola gaita e arrisca algumas notas com o pé, num instrumento que parece um teclado. Duca, por sua vez, não fica atrás. Em uma das canções, o músico toca violão e simboliza o som da bateria na própria caixa acústica do instrumento. O mais engraçado e importante de tudo isso é que os dois parecem se divertir muito com toda essa performance. Eles se motram muito à vontade nas apresentações e buscam sempre transmitir a mensagem trazida nas entrelinhas de suas letras ora existencialistas, ora melódicas, ora de protesto. Para aqueles que não trocam Engenheiros por nada, também há algumas regravações deles no álbum. Não sei se sou a melhor pessoa pra falar dessa produção, mas pelo pouco que conheço e o pouco que pude ver já bastou pra me tornar fã dos caras e também para conhecer ainda mais o trabalho do Duca Leindecker no Cidadão Quem que antes quase não conhecia.

Para fazer o download, clique no título do post.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Los Hermanos - Ventura (2003)





Como não podia deixar de ser, disponibilizo aí pra quem tiver interesse o álbum Ventura, dos antigos e eternos Hermanos. Pra mim, esse é, sem sombra de dúvida, o melhor álbum da banda, no qual pode ser percebida a maturidade dos integrantes, Rodrigo Amarante, Marcelo Camelo, Bruno Medina e Barba. Essa produção apresenta um Los Hermanos multi-facetado e repleto das mais diversas influências artísticas, ritmos, sons e melodias. Possibilitaram aqui o encontro do samba com o gosto mais fino da MPB. Amarante pareceu se sentir mais à vontade, já que começou a mostrar de fato seu talento. Ele assinou 5, das 15 músicas do álbum, entre elas Último romance, Do sétimo andar, O velho e o moço, Deixa o Verão e Um par. Por fim, o lançamento desse disco consagrou Camelo ainda mais no cenário das composições musicais. É realmente uma pena que o conjunto dessas genialidades tenha seguido caminhos solitários e tão diversos.

Para fazer o download do álbum Ventura, clique no título do post que você será redirecionado para a página de download do EASY SHARE.


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