Música

domingo, 26 de setembro de 2010

Histórias de amor duram apenas 90 minutos

Está aí mais uma produção brasileira que busca traçar uma nova identidade visual e temática para nosso cinema. Histórias de amor duram apenas 90 minutos se estabelece como uma crônica de costumes do mundo contemporâneo. Zeca (Caio Blat), escritor de meia-idade, está na crise dos 30 anos e com um romance que não consegue passar da página cinquenta. Para o pai, Zeca não cresceu e é justamente nesse ponto existencial que o escritor busca trabalhar em suas obras. Zeca é casado com Julia (Maria Ribeiro), uma mulher que é o seu avesso: totalmente decidida e bem sucedida profissionalmente. O relacionamento começa a se abalar quando Zeca suspeita da traição da companheira com uma ex-aluna, Carol (Luz Cipriota). Nesse ponto, o filme trabalha muito bem a questão do fetiche e do ego masculino, não só quando retrata a suposta traição - o anseio pelo conhecimento do rival, o que ele/ela tem, que eu não tenho? -, mas também a atração imediata pelas belas curvas de uma mulher sexy. É certo que a atriz que interpreta Carol força um pouco a barra e o sotaque argentino para dar charme e sedução a sua personagem, mas a atuação precisa de Caio Blat compensa esse excesso. A graça do enredo fica na narração descontraída feita pelo personagem interpretado por Blat, esse que se permite rir da própria "desgraça". O filme tem um final ótimo, apesar que pode irritar aqueles que não consegue respostas as indagações que a película sugere. Fica a dica!

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domingo, 19 de setembro de 2010

Do começo ao fim


Eu te amo porque...
Pra entender esse nosso amor, seria preciso virar o mundo de cabeça pra baixo...

Polêmico. Amor incondicional. Um dos filmes mais comentados e esperados desse ano, Do começo ao fim trata da história amorosa e familiar de Francisco e Thomás. Está certo que, depois de lançado, a crítica caiu em cima do filme. Nem tanto pelo incesto que retrata, mas pela lentidão do enredo. Francisco e Thomás são meio-irmãos e são filhos da médica interpretada por Julia Lemmertz, companheira de cena de Fábio Assunção. Na época, ainda corria os boatos que o galã global não iria participar das filmagens em função do vício pelas drogas. Mas ele fez, não teve atuação brilhante, sua aparição se deu com poucas falas e cenas corriqueiras. Julia, pelo contrário, traz seu charme e elegância e fornece ao filme uma graça singular. O roteiro deixa muito a desejar quando propõe a tratar sobre incesto e homossexualidade e sequer sugere a experimentação da sexualidade entre os dois garotos, tampouco o debate familiar sobre aquele sentimento entre os irmãos. Nas primeiras cenas, nada mais do que carinhos e cuidados são mostrados. Da infância, o enredo salta significativamente para a vida adulta dos personagens, deixando uma lacuna que o telespectador não consegue preencher mentalmente, tipo: o que teria acontecido naqueles anos? O roteiro perde ainda mais pela má atuação dos atores que interpretaram Thomás, quando criança e adulto, esses que forneceram pouca dinamicidade e muita artificialidade as cenas e  foram carregados pela atuação mediana dos atores que fizeram o papel de Francisco. A idéia, no entanto, sem dúvida era ótima. Uma das frases mais bonitas e marcantes do filme é essa que eu elenquei para o começo do post. Entender um sentimento como esse, sem dúvida, não é fácil, é necessário quebrar muitos paradigmas pessoais e sociais para isso. O ponto positivo é a evolução da variedade temática do nosso cinema nacional, esse que se configura de uma forma bem diversa daquela crítica social sobre a violência  (que já tinha virado carne de vaca, prontofalei) retratada em filmes como Cidade de Deus, Carandiru, Cidade baixa, entre outros. Fica a dica! :)

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

El Orfanato (O Orfanato)

Suspense com uma pitadinha de terror. Ótimo final de filme. Pra variar, o cinema de terror latino e japonês continuam ganhando em disparada dos filmes - diga-se de passagem, sem sal - produzidos em Hollywood. Infelizmente, já pensam em uma regravação hollywodiana dessa película espanhola, produzida em 2007. O Orfanato possui ótimo enredo, talvez, seu pecado se concentre numa trama arrastada e longa demais. Mas garanto que é um filme que te prende do começo ao fim. Destaque para a direção de arte, essa que, em função do belíssimo cenário e figurinos proporcionam ao telespectador o clima de suspense e algumas cenas de susto, na mais antiga combinação de terror: crianças-fantasmas. Essa produção encena a história de Laura que decide morar e cuidar de crianças especiais no antigo orfanato em que fora criada. Seu filho adotivo é portador do vírus HIV e devido a essa sensibilidade, o garoto sente a presença de outras crianças na casa. Esses fantasmas tornam-se amigos de Simón, mas para seus pais não passam de um fantasia do garoto. Mas o sumiço repentino de Simón despertará Laura para descoberta da verdade sobre o ocorrido. Nessa busca, a cena de mediunidade, com as vozes de crianças captadas pelo aparelho de som é fantástica. Destaque para o papel do médium, feito pelo nosso conhecidíssimo Sr. Barriga do seriado Chaves. O pega-pega e o esconde-esconde com as crianças-fantasmas também são dignos de nota. São essas cenas, aliadas ao cenário e figurinos que fornecem uma medida precisa de terror ao filme. Pra quem quiser conferir, fica a dica! Enjoy it!

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Leitor (The Reader)

Romance, mistério, drama. Filme e livro. Cenário: Alemanha, pós-2º Guerra. Algumas das temáticas que o filme abrange: o Holocausto e o analfabetismo. O leitor, dirigido por Stephen Daldry, de As horas é um filme emocionante, porém, como qualquer outro, tem seus autos e baixos. Um dos pontos fracos do filme é a irregularidade que o roteiro se desenvolve. Situo-o em duas partes: a primeira apresentada por meio do romance entre Hanna e Michael em suas "juventudes curiosas" e a segunda quando os dois já se encontram em idades mais avançadas. As aspas da expressão acima refere-se ao comportamento dos personagens. A descoberta mútua de Hanna e Michael é envolvente e sedutora: a curiosidade e o desejo de conhecimento operam seus anseios. Hanna deseja absorver ao máximo a leitura proporcionada por seu amante, uma vez que não sabe ler, nem escrever. Michael, por sua vez, é coordenado pelos estímulos sensoriais e emocionais proporcionados pela experiência sexual com uma mulher mais velha. A narrativa é conduzida de forma brilhante: leve, lírica e repleta de sedução. Outro ponto que contribui é o cenário, o filme foi todo filmado na própria Alemanha, buscando dar um aspecto ainda mais real do pós 2º Guerra.
Porém, vem a segunda parte do filme. Na verdade, a primeira é apenas uma lembrança  retirada da memória do já maduro Michael. O jovem Michael, interpretado de forma excepcional pelo quase inexperiente Bruno Ganz, deixa lugar a um Michael amargurado, que não sabe nem seu lugar no mundo ao certo. Sua interpretação é feita por Ralph Fiennes, esse que deixa muito a desejar. Já a sedutora Hanna está sob os comandos de Kate Winslet. Já falei muito de Kate por aqui e seu crescimento profissional pós-Titanic é digno de se tomar nota. Porém, Kate parece afundar junto com Fiennes na interpretação de Hanna ,pós-julgamento, além de dar lugar a uma senhora de idade que não possui traços nenhum dos anos idos. Mas vocês devem estar se perguntando: onde é que o Holocausto entra nessa história? Bom, se eu contar isso acabaria com os mistérios que o filme abarca. Porém, asseguro-os que não é mais uma produção sentimentalista sobre o Holocausto, que busca apontar mocinhos e bandidos da história. Na verdade, essa temática é um pano de fundo do filme. Seu ponto forte é proporcionar uma reflexão sobre os dois lados do episódio: dos familiares da vítima, aos entes dos acusados.
Pelas brilhantes cenas proporcionadas por Hanna e Michael (Kate e Bruno,) recomendo o filme! Por fim, é interessante a forma que o filme retoma alguns dos grandes clássicos da literatura universal. Confesso que após assisti-lo, deu até vontade de relê-los. Se eu tivesse tempo...

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sábado, 7 de agosto de 2010

A Orfã


Finalmente consegui 15 minutos nessa minha correria para postar um filme. Em função dos preparativos para a qualificação do mestrado e do trabalho esse filme não é um dos últimos que eu assisti, mesmo porque não me sobra mais tempo para isso. Mas vamos ao que interessa!

O filme que trago hoje conta a história cheia de suspenses de Esther. O filme começa narrando a história de uma família americana que tenta conviver com a perda de uma criança. Para tentar preencher o vazio deixado por essa perda, o casal - interpretado por Vera Farmiga e Peter Sarsgaard - almeja adotar uma menina. Ao visitar um lar adotivo, John fica encantado com uma garotinha que utiliza de sua vasta imaginação para desenhar e, é claro, conquistar um futuro pai. Assim, após o preenchimento da papelada de adoção, Esther vai para casa com Kate e John. No inicio, dá a entender que Esther está tendo alguns problemas de adaptação, já que Kate e John já possuem dois filhos, sendo um deles deficiente auditivo. Kate começa a suspeitar da atitude da menina, mas como ela tem um passado ligado ao alcoolismo, John não dá muito ouvido as críticas da esposa. Na verdade, as maldades de Esther possuem outro objetivo e vão muito mais longe do que podemos imaginar. O filme tem vários destaques, entre eles a atuação da menina que interpreta Esther - Aryana Enginner e, logicamente, o enredo, pois o final apesar de ser parcialmente previsível, surpreende ao revelar um detalhe importante em relação a  garota. O único ponto negativo do filme está no tratamento do tema adoção, já que em função das atrocidades cometidas por Esther a prática de adotar uma criança fica carregada de um sentido bem negativo.

ATENÇÃO! Como eu fiquei muito tempo sem atualizar os links expirados ou quebrados de downloads, peço a gentileza que vocês me comuniquem os problemas para que eu possa repará-los sem ter que acessar post por post para procurá-los um por um. Obrigada!

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domingo, 27 de junho de 2010

I love you Phillip Morris - O golpista do ano

Jim Carrey supera minhas expectativas novamente. Achei que a estrela por uma belíssima atuação só seria ganha com o longa Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Mas sua atuação me surpreendeu novamente. Está certo que Carrey começa meio apático, mas ganha ritmo ao longo da película. Esse longa produzido nos EUA, em 2009, não se trata de uma comédia, mas também não pode ser classificado como um drama, tal como nós conhecemos. Eu diria que é uma tragicomédia que fornece margem a inúmeras interpretações. Carrey é Steven Russel, ex-oficial que passou toda sua vida em busca do seu eu, em busca de ser. Para tanto, ele foi médico, advogado, executivo, assumindo assim vários papéis sociais que não se encaixavam no perfil de Russel. A história começa quando Russel ainda é um policial e vive com sua adorável esposa, uma devota cristã e sua filha, uma linda garotinha que após Russel assumir sua homossexualidade praticamente some do enredo (o que, por sinal, deve ter sido uma falha). Após um acidente de carro, Russel decidi viver sua vida ao seu modo, sem mentir sobre sua homossexualidade e começa a contar a sua história ao telespectador - nota-se que o filme não tem uma cronologia linear, o que o deixa mais interessante. Uma das interpretações possíveis é que Russel, com seu modo de vida desviante de falsário tenta de todos os modos preencher o vazio deixado por sua mãe biológica, já que fora adotado. Ao mesmo tempo, ele tenta proporcionar uma vida confortável ao seus parceiros, como Jimmy (Rodrigo Santoro) e Phillip Morris (Ewan McGregor). Isso mesmo que você leu: Rodrigo Santoro estrela junto com Jim Carrey. Não é uma atuação que supere seu papel homossexual em Carandiru, mas também não se pode ignorar, já que esse é o primeiro filme hollywoodiano em que ele tem mais de uma cena e mais de uma fala. Já McGregor faz seu papel de forma brilhante, tanto que, por vezes, consegue tirar o foco do protagonista Carrey. Uma outra interpretação que o filme fornece é que a vida vazia de Russel é causada pela ânsia do personagem em preservar seu modo de vida gay, esse que, por sinal, custa muito caro. Porém, custo acreditar nessa interpretação, pois ela incentivaria à homofobia, já que associaria os gays com a prática do roubo, da mentira, da falcatrua. Acho que os diretores e roteiristas John Requa e Glenn Ficarra não almejavam isso, mas sim a quebra de todos os paradigmas e padrões sócio-comportamentais. O mais interessante disso tudo é que essa história é baseada em fatos reais e, de fato, Steven Russel azucrinou o Texas com suas fugas e falcatruas, causando mal estar ao então governador George W. Bush. Digamos que esse filme é uma continuidade do roteiro de Prenda-me se você for capaz, com Leonardo Di Caprio. Porém, o esforço aqui era pra manter Russel na cadeia, pois ele sempre dá um jeito de se safar. Se você ainda não se convenceu para assistir esse filme, com certeza não sabe o que está perdendo. Confira!


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terça-feira, 22 de junho de 2010

Seven pounds (Sete vidas)


Mais uma vez, Will Smith arrebenta. Assim como em A procura da felicidade (2006), Sete vidas (2008) emociona. Não poderia ser diferente, já que a direção também é feita pelo cineasta italiano Gabriele Muccino. O filme tem uma cronologia interessante, já que inicia-se pelo telefonema de Ben Thomas (Will Smith) comunicando seu próprio suicídio. A partir daí, o tempo do filme retrocede mostrando a busca incessante de Ben por pessoas merecedoras de seus órgãos. No meio dessa busca, surge entre uma cena e outra o passado que o atormenta: o acidente de carro causado por ele e que teve sete vítimas, dentre elas, sua própria esposa. Atormentado com a culpa, Ben testa as pessoas para saber se elas são dignas e boas o suficientes para receber um presente. Por meio da identidade de fiscal de imposto de renda do irmão, Ben consegue obter dados e informações sobre essas pessoas. Entretanto, ao se aproximar de Emily Posa (Rosaria Dawson), uma tipógrafa com problemas cardíacos, Ben fica encantado com o charme, beleza e delicadeza da moça. Um breve, mas profundo romance acontece aí. Breve, porque Ben tem um relógio contra ele, afinal, Emily tem poucas semanas de vida. Logicamente que pra fazer tudo isso, Ben contou com a ajuda de um amigo, esse que ficaria encarregado de doar seus órgãos após seu óbito. Parte do pulmão já tinha sido doado ao seu irmão. O rim, a medula e parte do fígado ainda foram feitos em vida. Ben ainda doou sua casa para um família que era constantemente agredida pelo pai. A procura estava pelos merecedores de sua córnea e coração, totalizando assim sete vidas que seriam mudadas por Ben. E foram...


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domingo, 20 de junho de 2010

40 Greatest Metal Hits


Pra quem gosta dos clássicos do rock, apresento os 40 grandes sucessos do metal. Essa coletânea reune nomes como ACDC, Rage Against the Machine, Guns, Pantera, Ozzy, Kiss, Black Sabath, Deed Purple, Marilyn Manson, Metallica, Iron Maiden e muito mais. Ao ouvir essa produção você se lembrará de muitos momentos da sua vida que tiveram algumas dessas canções como trilha sonora. Confiram!

CD 01
01 Black Sabbath – Iron Man
02 Guns N’ Roses – Welcome to the Jungle
03 Metallica – Master of Puppets
04 ACDC – Back in Black
05 Judas Priest – You’ve Got Another Thing Comin’
06 KISS – Detroit Rock City
07 Iron Maiden – The Number of the Beast
08 Slayer – Raining Blood
09 Ozzy Osbourne – Crazy Train
10 Motörhead – Ace of Spades
11 Megadeth – Peace Sells
12 Anthrax & Public Enemy – Bring the Noise
13 Dio – Rainbow in the Dark
14 System of a Down – Toxicity
15 Rage Against the Machine – Bulls on Parade
16 Pantera – Walk
17 Mötley Crüe – Live Wire
18 Skid Row – Slave to the Grind
19 Alice in Chains – Man in the Box
20 Twisted Sister – I Wanna Rock

CD 02
21 Guns N’ Roses – Paradise City
22 Metallica – Enter Sandman
23 Korn – Freak on a Leash
24 ACDC – Dirty Deeds Done Dirt Cheap
25 Pantera – Cowboys from Hell
26 Sepultura – Refuse-Resist
27 Iron Maiden – Run to the Hills
28 Marilyn Manson – The Beautiful People
29 Anthrax – Caught in a Mosh
30 Faith No More – Epic
31 Scorpions – Rock You Like a Hurricane
32 White Zombie – Thunder Kiss ’65
33 Def Leppard – High ‘n’ Dry (Saturday Night)
34 Black Sabbath – Paranoid
35 Quiet Riot – Metal Health
36 Slipknot – Wait and Bleed
37 Deep Purple – Smoke on the Water
38 Accept – Balls to the Wall
39 Alice Cooper – I’m Eighteen
40 Judas Priest – Breaking the Law



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domingo, 6 de junho de 2010

Le Placard (The Closet - O armário)

Trago hoje mais uma comédia brilhante, com um humor pra lá de inteligente. O Armário, lançado em 2001, sugere discussões importantes para o mundo atual que ultrapassam a barreira do preconceito simples. O filme revela como a sociedade está presa nessa onda do "poticamente correto", ou pelo menos naquilo que parece ser. O elenco do filme ajuda muito nessa empreitada, afinal o diretor pôde contar com nomes como Gérard Depardieu e Daniel Auteuil. Esse filme francês conta a história de François Pignon (Daniel Auteuil), um homem triste e solitário que vê sua vida ruir cada vez mais. Separado de sua mulher por quem ainda pensa que está apaixonado, Pignon leva um vida chata e sem graça, na qual busca de todas as formas se aproximar do filho e chamar a atenção de sua ex-mulher. Porém, ambos o ignora. Tudo se agrava quando Pignon descobre que a empresa fará redução do pessoal e que ele será um dos demitidos. Durante uma de suas crises existenciais, Pignon conhece Melone (Michael Aumont) a quem conta sua triste situação. Melone sugere então que Pignon se declare homossexual a fim de garantir seu emprego. Isso de fato acontece, seu emprego é mantido, afinal a empresa que trabalha como contador tem o público gay como um dos consumidores mais fiel e ativo no uso dos derivados do latex. O problema agora é manter a mentira, pois a chefe de Pignon desconfia de sua suposta homossexualidade. Uma cena pra lá de engraçada é quando o ilustríssimo Depardieu, representando um machão jogador de rúgbi tenta mostrar a seus colegas de trabalho que ele também pode ser sensível e que não tem problemas com homossexuais. Enfim, o filme por si só já vale muito a pena assistir. A temática e o elenco valorizam o enredo. Sem dúvida, uma das melhores comédias já vista! Não percam!


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